Textos

Broto da esperança

Vivemos tempos difíceis, enquanto brasileiros. Seja qual posicionamento tivermos, todos sofremos do mesmo mal. Estou cursando o primeiro semestre de Jornalismo e, se antes de começar eu já lia bastante as notícias, imagine agora. É importante que estejamos cientes do que está acontecendo a nossa volta, porque nos afeta diretamente. Política não é um assunto que se pode descartar, por considerar tedioso. E aí está o problema.

Vendo a situação do nosso país, com inúmeros políticos que só olham para o próprio umbigo e cidadãos da mesma forma, percebo que estou perdendo a esperança. Se ela é a última que morre, então todo o resto já se foi? Como universitária já tive as primeiras provas, duas, para ser mais exata. Uma de história do Jornalismo, outra de Teorias da Comunicação. Ambas funcionaram da mesma maneira: questões dissertativas simples, sobre temas muito debatidos em aula e que eu bem lembrava. Isso fez com que parecesse fácil, fez também com que eu não me dedicasse muito ao respondê-las.

A professora de História do Jornalismo postou as notas no portal do aluno, mas não entregou a prova. Já a outra, em sua aula seguinte, entregou a prova para que conferíssemos a nota e questionássemos caso encontrássemos algo injusto. Olhei rapidamente, não havia o que contestar. Vi que um colega chamou a professora, pois sua nota havia sido mal somada. Pensei que ela tinha colocado um número inferior ao que meu colega havia realmente tirado. Para a minha surpresa, aconteceu o contrário.

Em tempos em que as pessoas falam demais, mas contrariam-se em suas ações, vi, nesta atitude simples, minha esperança brotando novamente. Este colega, aos 38 anos, faz parte dos grupos que vão às ruas, contra a corrupção e a favor da democracia. No entanto, há tantos que se dizem lutar por um Brasil melhor, exigem do governo mudança, mas não começam por si. A famosa frase do Facebook “Seja a mudança que você quer ver no mundo” está aí apenas para ser compartilhada, não para ser vivida. Felizmente, não para o meu colega, que em uma atitude tão pequena se mostrou honesto, não apenas com a professora, e sim com a sua luta e os seus ideais.

Nós precisamos de políticos honrados? Sem dúvidas. Porém, não podemos nos esquecer que a nossa postura também tem que ser exemplo. Vamos sair da nossa comodidade, agir conforme as nossas palavras. Sejamos pessoas melhores, que pagam os impostos, e que além disso, são cidadãos merecedores de políticos honestos. Não precisamos aceitar a corrupção, podemos combate-la, basta começarmos por nós. Plante esta semente!

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